Carta a você

Olá amor, faz tempo que eu não escrevo uma carta neh! Mas hoje resolvi colocar – ou pelo menos tentar – nessa folha de papel, o que você significa pra mim.

Daqui a alguns meses já vamos completar quatro anos, e o nosso namoro já passou por tanta coisa. Um beijo inesperado, mudanças de planos, viagens, risadas, choros, algumas brigas,  muitos abraços, muitos beijos e muito amor. No meio disso tudo também teve medo, sim medo, tanto de mim quanto de você. Mas não falo sobre aquele medo da coisa não dar certo, mas sim daquele medo da saudade, da preocupação, de estar longe e não poder fazer nada..Mas eles foram superados (ou boa parte deles), e as coisas foram saindo bem melhor do que a gente planejava.

Porém, o intuito dessa carta não é relembrar o que vivemos ou pontuar algo que deveríamos melhorar. Essa carta é pra falar do nosso presente, do que estamos vivendo atualmente. E digo uma coisa,  ele é lindo e bem melhor do que eu imaginei.

Às vezes fico esperando uma manifestação sua de saudade, pelo tempo que ficamos longe. Mas sei que ela (saudade) foi muito grande, e que esse é o seu jeito de mostra-lá.  Não te disse pessoalmente, mas digo por aqui “muito obrigada pelo seu amor, muito obrigada por me esperar e muito obrigada pelo que você faz por mim”. É, eu sei que as vezes parece que eu não senti a sua falta, mas pode ter certeza que você nunca saiu dos meus pensamentos nos últimos cinco meses e 14 dias.

Mas voltando para o nosso presente, quero que a gente continue assim, um apoiando o outro, um amando o outro da melhor forma que sabe, um brigando com o outro quando for necessário e cada um colocando o outro nas decisões futuras. É difícil essa última (e eu falo mais por mim), mas com o tentar vamos encontrar um equilíbrio para tudo.
E com o meu eu e com o seu eu, o nosso nós se fortaleça a cada dia.
Te amo ♡

[Foto tirada do Pinterest]

[Foto tirada do Pinterest]

Para mim, todos os Dia dos Namorados é clichê. Sim, clichê. Os casais frequentam os mesmos lugares, dão aquele presente caro ou barato (vai depender da situação financeira de cada um), fazem as mesmas promessas, postam aquela foto com a legenda “Melhor dia dos namorados com o mozão”, escrevem um texto de uma lauda no Instagram e que automaticamente vai para o facebook e fazem tudo mais que as revistas, comerciais, sites e pessoas sugerirem.

Eu sei que o meu relacionamento não é perfeito – e está longe de ser -, e claro que também sou clichê, posto uma foto e uma frase/texto na internet em todo mês aniversário, quer coisa mais clichê que isso? Não estou dizendo que isso está errado e que todos os casais são caretas, pelo contrário, quero que vocês continuem sendo clichês. Porque eu gostaria (e muito) de fazer tudo que  disse no parágrafo ai de cima.

Andar de mãos dadas, sair para jantar, trocar presentes, viajar a dois, postar uma foto com uma legenda melosa e tudo mais o que o dia me permitisse. Infelizmente, ou felizmente, as minhas escolhas não propiciam que eu tenho esse Dia dos Namorados. Não é que eu esteja reclamando, mas de vez em quando é bom sabe, fazer esse tipo de coisa.Mas como não posso ter tudo, me contento com o skype (tô chegando mozão).

Me contento em te amar a distância; em comemorar esse dia através de uma tela do computador conversando até o sono bater; em não fazer troca de presentes, mas sim de risadas e palavras doces; de ficar te mandando beijos e inventando histórias para você dormir.

Me contento em saber que daqui há algumas semanas estarei nos seus braços; que os nossos planos estão se concretizando; que as fronteiras não significam nada pra gente; que mesmo longe a chatice dos dois ainda continuam. Me contento em ouvir a sua voz e ao desligar o telefone, te enviar uma mensagem de boa noite. Me contento em saber que o meu lugar na sua cama me espera.

Que hoje os casais de namorados e de amigos (sim amigos, também sentem amor uns pelos outros), passem o dia realizando coisas clichês.

Beijos,

Aquela saudade

Há um mês de voltar para casa, me pego pensando em você de uma forma mais forte a cada dia que passa. O seu cheiro, seu sorriso, seu olhar, invade os meus sonhos todas as noites. Hoje percebo o quanto nós crescemos. Sim, crescemos. Nas nossas atitudes, na confiança, no nosso amor, no respeito e nos planos que queremos para nossa vida a dois.

A adaptação não foi fácil, houve lágrimas, aperto no coração, noites mal dormidas, preocupações, palavras ditas em momentos errados, mas nunca – nunca mesmo – houve questionamentos se isso daria certo. Pelo contrario, foi só apoio, compreensão e todos os pensamentos bons para que o intercâmbio corresse tudo bem e eu voltasse logo.

E hoje me pego contando (novamente) os dias só para te ver, me perder em seus braços, em seus beijos, me perder em todo o seu amor.

Uma hora você tem que voltar

Viajar para fora, viver uma nova vida longe de casa, andar por novos rumos, mudar o seu estilo de vida e tudo o mais que vem acompanhado com as novas mudanças. No começo pode parece difícil, mas depois você acaba se acostumando. É como dizem por ai, o ser humano tem o poder de se adaptar a diversos ambientes e lugares.

Eu, particularmente, só não me acostumo com uma coisa, despedidas. Sim, despedidas. Principalmente se é de um país que te acolheu tão bem, de pessoas que se tornaram a sua segunda família, dos olhares quando te vêem falando em português, das piadas do 7×1 contra o Brasil, das aulas de samba, das vendas de brigadeiros, dos “buenos dias”, “mucho gusto”, “que chevere”, de contar não sei quantas vezes porque escolhi Colômbia para um intercâmbio, de viver essas férias (sim, eu tenho a impressão que estou em férias desde janeiro) e o choque de cultura todos os dias.

Mas no final a gente sempre tem que voltar, eu tenho que voltar. Voltar para realidade? Não digo que para a realidade, porque o que estou vivendo não deixa de ser real. Eu vou voltar para um novo estilo de vida, porque depois dessa experiência as coisas nunca mais serão como antes. Vou voltar para os braços de pessoas queridas, para as noites mal dormidas de tanto estudar, para o cheiro de pão francês de toda manhã e o bolo de chocolate da mãe.

Eu tenho que voltar para concluir uma etapa da minha vida e, claro, já planejar quais rumos ela vai levar. Tenho que voltar para encorajar outras pessoas a não terem medo de partir e viver uma nova vida. Voltar para dizer uns “Eu te amo” pessoalmente. Voltar para continuar aprendo. E,claro, voltar para querer partir de novo.

vai levar. Tenho que voltar para encorajar outras pessoas a não terem medo de partir e viver uma nova vida. Voltar para dizer uns “Eu te amo” pessoalmente. Voltar para continuar aprendo. E voltar para querer partir de novo.

Basta apenas creer

Com pessoas como Ele você pode sentir inmerso em uma atmosfera de antaño Dizendo que a lucidez de sua memória é um espetáculo,  que do casual ao criativo que pode sair da sua boca, sonhando e te inspirando por querer viver garra esta vida.

(Com personas como el te puedes sentir inmerso en una atmosfera de antaño, sobra decir que la lucidez de su memoria es un espectaculo; de lo casual a lo crativo que puedes salir de su boca, soñando e inspirandote para querer vivir con ganas esta vida.) Parte original do texto acima.

“E eu aprendi isso da pior maneira, quando não via mais expectativa de nada e não me importava com que os outros falavam.

Prazer, meu nome é Antônio e eu conheci Deus no maior dos obstáculos que a vida pode nos dar, a morte. Sim a morte, aquela que vem sorrateira, sem data nem hora e que coloca a prova todas as nossas convicções, principalmente em que e no que acreditamos. E para minha sorte (ou seria salvação?) toda a minha fé guardada todos esses anos foi manifestada, e percebi – pela primeira vez – que não precisava mais ficar com medo.

Tudo começou em uma manhã de domingo, para ser mais preciso no dia 9 de agosto de 2010. Sozinha em casa, em uma noite fria, com fome e dor, muita dor. Essa mesma dor que me acompanhou durante os quatro meses seguidos. Uma dor, que nem eu mesmo acredito ter conseguido suporta-la, uma dor que deu fim a minha vida.

Depois de muito relutar decidi procurar ajuda, tanto profissional quanto espiritual. O primeiro passo seria ir ao médico  e o segundo era ir em uma igreja ou psicológico,  o objetivo era conversar com alguém que me ajudasse a lidar com que estava passando, e que minimizasse toda essa dor. Por sorte escolhi a primeira opção.

Vocês devem estar pensando: Mas porque ele não para casa ou não ligou quando tudo isso começou? Mãe, pai, a minha resposta para essa pergunta, é que eu não queria que você me vissem no estado que estava, e que sofressem mais do que estão sofrendo. Posso ter sido egoísta, mas essa é a minha forma de dizer “Eu te Amo” e obrigado por tudo que fizeram por mim.

Continuando com o relato dos meus últimos meses, as idas para o hospital começaram a se tornar mais frequentes a cada semana. Confesso que não pensei que o câncer fosse se espalhar tão rápido. Essa doença que te destrói em questões de minutos, horas, semanas e meses. Essa mesma doença que resolveu se manifestar em mim, e me chamar para uma briga que ela já sabia quem seria a vencedora.

O tratamento não foi fácil, os efeitos colaterais menos ainda. Mas a esperança de que isso prolongasse a minha vida, foi crescendo a cada dia. Sobre os procedimentos médico não vou me ater muito, porque vocês vivenciaram um pouco do que eu estava passando. O que eu quero realmente contar nesta carta, é como que eu me aproximei de Deus.

Pai e mãe, mais uma vez eu agradeço a vocês por todo amor que me deram, e por todas as vezes que me obrigarão a ir para a igreja. Hoje eu sei o quanto essa insistência me fez bem.

Não virei devoto de nenhum santo, não cheguei a me batizar, não fiz promessas e não comecei à ir a igreja. Eu sei que vocês devem estar pensando: Mas como então que o Antônio conheceu a Deus? A resposta é simples, pela minha Fé. Essa palavra tão pequena e que tem um grande poder.

Foi por ela que eu comecei a conversar com Deus, foi por ela que eu conheci a sua palavra, foi por ela que a minha força se manteve enquanto eu estava vivo, foi por ela que eu pude ver Deus e escutar a sua voz dizendo: “Meu filho, não se preocupe que em breve você estará sentado ao meu lado, e toda essa dor vai passar.”

E hoje, dia 21 de dezembro, a dor foi embora. Um alívio, tenho que confessar, e a certeza de que chegou a minha hora.”

P.S.1. Esse texto foi escrito para disciplina de Literatura que eu estou fazendo na Universidad Pontifícia Bolivariana – Montería. 
P.S.2.: Todos os sábados eu compartilho no blog Lucidez Feminina o #diariodeviagem, sobre o intercâmbio. 

Um novo país

Um novo país sempre vai te receber de braços abertos.
Um novo país vai deixar todos os seus medos para trás.
Um novo país te mostra uma nova realidade.
Um novo país te da novos amigos, uma nova família e, para alguns, um novo amor.
Um novo país te ensina uma nova língua.
Um novo país te mostra uma nova culinária.
Um novo país abre a mente para o novo.
Um novo país te deixa com saudades da família, amigos e namorado.
Um novo país te ensina a dar valor a pequenas coisas.
Um novo país te faz rever conceitos.
Um novo país te deixa feliz e ao mesmo tempo triste.
Um novo país te desperta sorrisos a todo momento.
Um novo país te mostra que é possível viver com o pouco.
Um novo país te mostra que estamos sempre em constante aprendizado.
Um novo país te mostra uma nova cultura.
Um novo país quebra esteriótipos.
Um novo país te mostra que é possível tomar banho gelado todos os dias.
Um novo país te mostra que comer fritura no café da manhã é normal.
Um novo país te proporciona conhecer lugares que você nunca imaginou conhecer.
E um novo país te mostra que você pode chegar cada vez mais longe.

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P.s.: O post original foi publicado no blog Lucidez Feminina, aonde eu também escrevo sobre o intercâmbio e outras  coisas mais. 

Sonhe, acredite e viva

Depois que passei no intercâmbio, a frequência com que lia – e continuo lendo – crônicas e textos sobre viagens aumentou  consideravelmente. É que nem quando você pinta o cabelo de uma cor diferente e começa ver pelas ruas diversas pessoas com a mesma cor que a sua, ai você pensar: Como que eu não reparei nelas antes? Simples, porque os nossos olhos muitas vezes estão vendados e só enxergamos aquilo que queremos ver.

Com o intercâmbio não é diferente. Depois que você passa da fronteira do seu país, você percebe que não dá para voltar atrás e que a partir daquele momento você tem que estar aberta as novas experiências. É difícil? Claro que é difícil. Passar mais de 10 horas em um aeroporto desconhecido, com pessoas desconhecidas, com uma língua – não tão desconhecida -, mas que você ainda não tem um domínio já é mais do que difícil, é um desafio a ser superado e que, claro, eu consegui superar.

Nos três meses que estou na Colômbia já dei duas entrevistas, uma para um jornal da cidade e outra para a revista da faculdade, e um relato para um blog, sobre a minha nova vivência. Uns podem dizer “nossa que chique”, mas o motivo de eu conceder essas entrevistas é poder passar para as pessoas que vão ler esse texto, que se eu consegui chegar aonde estou é porque elas também conseguem.

Que todos os nossos sonhos podem se tornar realidade e que mais do que fazer um intercâmbio, ou uma viagem internacional, é conhecer uma nova história, fazer parte de uma nova cultura e quebrar preconceitos. Todo tipo de preconceito. Não que eu seja totalmente familiarizada com a distância, mas com o tempo você acostuma e percebe que ao invés de sofrer por saudades, é bem melhor sofrer pelo pouco tempo que tem pra conhecer tudo que você quer conhecer.

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